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10 de agosto de 2010

Águas do Tarauacá



Nas águas do Tarauacá
Lembranças saudades e lágrimas
Nas águas do Tarauacá
São ligeiras são de flechas
Nas águas do Tarauacá
Barrentas aguas, águas barrentas
Nas aguas do Tarauacá
Barrentas aguas, águas barrentas

Na brisa etéria das manhãs
O cheiro da borracha nova
Das canoas que descem vem tucumã
Sobre a floresta a fumaça do navio
Longe tão longe no sacado
Na curva distante do rio
Na curva distante do rio
Na curva distante do rio

O sol anuncia a friagem
Na praia anzol, a linha, zagaia
E tempo de viração
E assar peixe
A lama no rio arraia dor esporão
A noite tem o trapiche vazio

No seringal tudo é calma
A luz do luar tudo acalma
No seringal tudo é calma
A luz do luar tudo acalma

Nas águas do Tarauacá
Nas asas da imaginação
O repiquete do rio
Águas que choram
Aguas do adeus
Tu nunca mais voltar

No remanso do rio
A lágrima e o sorriso
Lembranças de tantas vindas
Vidas vividas
As vezes inferno
As vezes paraíso

BLOG DO JOÃO FIGUEIREDO

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